https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/issue/feed Gestão e Desenvolvimento 2021-05-28T15:52:13+00:00 Revistas UCP revistas@ucp.pt Open Journal Systems <p><strong>Gestão e Desenvolvimento<br></strong>É uma publicação científica editada pelo Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde, do Centro Regional de Viseu, da Universidade Católica Portuguesa, de periodicidade anual, podendo publicar números especiais. As línguas de publicação são o português, o inglês, o castelhano e o francês.<br><strong>p-ISSN</strong>: 0872-556X&nbsp; | <strong>e-ISSN</strong>: 2184-5638</p> https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9779 A estratégia da gestão de pessoas e da qualidade de Carlos Ghosn na Nissan: ascensão e queda 2021-03-25T15:37:27+00:00 Albino Lopes exemplo@ucp.pt <p>“Eu não ensino; prefiro contar”. Evocamos Montaigne como um mestre/professor que iluminou a Europa desde o século XVI, também ele um “filho” do diálogo entre duas culturas – a portuguesa, pela mãe e a francesa pelo pai. Ghosn um líder “poderoso”, pelo esforço, mas também um “filho” das dificuldades que levam os seres humanos a emigrar. Coube-lhe fazer renascer a Nissan das cinzas. Conheceu o sucesso, pelo mérito, mas carreou, também, sobre si todas as culpas de uma globalização que combateu de uma forma particular e inovadora, a nosso ver. Por isso, mesmo se os sindicatos franceses, que o combateram e os procuradores japoneses que o abateram, o têm apelidado de globalista sem escrúpulos, procuraremos defender o inverso. Classificamos a sua proposta de gestão pelos recursos internos, como “interacionista e construtivista”, traduzida num projeto portador de matriz transcultural, mobilizadora de forças disponíveis (na base e na estrutura técnica ou na hierarquia) para o sucesso empresarial, se uma liderançatransformacional as souber orientar a partir de uma gestão autonómica e colaborativa. Contra um certo retorno do soberanismo particularista pretensamente anti-globalizante, Ghosn lutou por uma “glocalização” potenciada por uma organização em rede, tendo aplicado esse modelo à “Aliança” entre a Renault e a Nissan (uma parceria estratégica de matriz federadora, concebida por si, para tirar partido de sinergias e conservar a identidade de cada uma). Os que o abateram, e os que apoiaram uma tal ação, podem não ter pensado que, transformá-lo em “bode expiatório”, retiravam o mérito a Ghosn, mas a sua maior vitória terá sido a de demostrar as potencialidades e a forma eficaz de estruturar a “organização em rede”.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9780 Implementação do SMED em ambiente LEAN 2021-03-25T15:37:24+00:00 Francisco Barros exemplo@ucp.pt Clotilde Passos exemplo@ucp.pt <p>Este artigo aborda a metodologia Single Minute Exchange of Die (SMED), também conhecida por troca rápida de ferramentas (TRF) que visa reduzir o tempo de set-up das máquinas numa unidade fabril, com vista à redução do lead time de produção. A redução do lead time permite uma maior flexibilidade, qualidade e produtividade operacional. Para o efeito utilizou-se a metodologia de estudo de caso numa fábrica de componentes automóvel, em que se monitorizou a evolução dos resultados operacionais, com a implementação desta ferramenta. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar se a utilização da metodologia SMED, reduz o tempo de set-up e o lead time de produção. Os resultados permitem concluir que a implementação do SMED contribui para melhorias significativas no setor em análise: reduz o tempo de set-up, o stock de peças, o número de máquinas utilizadas e os operadores necessários, permitindo com estas reduções ganhos de produtividade significativos.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9781 Empreendedorismo e enfermagem: que realidade? 2021-03-25T15:37:22+00:00 Magda S. Guerra exemplo@ucp.pt Élvio H. Jesus exemplo@ucp.pt Beatriz R. Araújo exemplo@ucp.pt <p>O presente estudo de revisão integrativa da literatura tem como objetivo validar a evidência científica sobre como é efetivado o empreendedorismo pelos enfermeiros. Considerou-se este um tema de relevância, uma vez que ser empreendedor equivale a ideias inovadoras que permitem a identificação da necessidade de se criar algo de novo para preencher lacunas. Assim, num mundo em constante renovação, os enfermeiros avaliam continuamente os problemas a nível de saúde e de ofertas para responder às reais necessidades das comunidades, o que os leva a questionar: Como posso fazer melhor? Os enfermeiros possuem uma perspetiva única sobre o comportamento humano e sobre as perspetivas dos cuidados de saúde, podendo traduzir-se em inovação de oferta de assistência, preenchendo lacunas existentes. Neste sentido, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com pesquisas que incluíram estudos que datam entre 2015 a 2019, em inglês, recorrendo à plataforma eletrónica de bases de dados "Web of Science" no período de 01/05/2020 a 1/06/2020, utilizando os seguintes termos: entrepreneurship; entrepeneur; nursing. O corpus textual ficou constituído por 10 artigos, cuja análise revela que ser enfermeiro empreendedor significa empreender, assumir a responsabilidade e o risco de descobrir ou criar oportunidades para usar talentos pessoais, habilidades e energia, usando de um processo de planeamento para transferir essa oportunidade para um serviço ou produto. Importa ressalvar que assumir riscos é um aspeto fundamental do empreendedorismo, uma vez que, como demonstram os estudos, ser enfermeiro empreendedor, na maioria dos casos, equivale a iniciar o seu próprio negócio e ser trabalhador independente. No entanto, o termo não se deve limitar ao status de emprego, na medida em que o empreendedorismo tem a ver com o espírito de imaginação e de criatividade, e a coragem para desenvolver novas ideias. Um enfermeiro empreendedor é autónomo, diretamente responsável perante o cliente, a quem ou em nome do qual presta serviços de enfermagem.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9782 Prevenção do pé diabético: revisão integrativa da literatura 2021-03-25T15:37:19+00:00 Isabel Martins exemplo@ucp.pt Marília Lima exemplo@ucp.pt Sílvia Gomes exemplo@ucp.pt André Nascimento exemplo@ucp.pt Albertina Mendonça exemplo@ucp.pt Petru Bulai exemplo@ucp.pt <p>A Diabetes Mellitus é uma doença crónica, complexa e incapacitante a longo prazo. Para que a intervenção junto dos doentes seja mais eficaz, os profissionais de saúde devem ter um suporte de conhecimentos teóricos e desenvolver competências para uma melhor atuação ao nível da educação para a saúde, vigilância, diagnóstico e tratamento. Apesar de um maior investimento nesta área, o diagnóstico, a terapêutica e a prevenção das complicações da diabetes são problemas que permanecem na prática diária dos profissionais de saúde. Com a presente revisão pretende-se identificar as medidas de prevenção de uma das complicações mais frequentes e devastadoras desta doença: o pé diabético. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura sobre estudos que abordem a temática da prevenção do pé diabético, fez-se pesquisa na PubMed, B-On, Web of Science e SCIELO de estudos publicados entre janeiro de 2014 e junho de 2020, avaliados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. O corpus da revisão foi constituído por 7 artigos. A análise dos artigos incluídos indica que todos são consensuais quanto às intervenções em saúde na prevenção do pé diabético, tendo todos incidido na importância da educação do doente diabético, independentemente da sua faixa etária, privilegiando os ensinos de autocuidado. O pé diabético constitui um grave problema de saúde em doentes com Diabetes Mellitus. Partindo dos resultados obtidos, poderá inferir-se que a prevenção do pé diabético é uma ferramenta indispensável nas intervenções de enfermagem destacando a educação para a saúde no sentido de capacitar a pessoa para a gestão da doença, dos sintomas e para a prevenção de complicações.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9783 Características do consumo de drogas entre estudantes do ensino médio 2021-03-25T15:37:15+00:00 Eliany Nazaré Oliveira exemplo@ucp.pt Danyela dos Santos Lima exemplo@ucp.pt Gleisson Ferreira Lima exemplo@ucp.pt Paulo Cesar Almeida exemplo@ucp.pt Maristela Inês Osawa Vasconcelos exemplo@ucp.pt Joyce Mazza Nunes Aragão exemplo@ucp.pt <p>Este estudo teve como objetivo investigar a prevalência da severidade do consumo de drogas entre estudantes de escolas de ensino médio. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem quantitativa que contou com a participação de 933 estudantes de quatro escolas de ensino médio de um município da Região Norte do Ceará. Utilizou-se para coleta de dados o questionário para triagem do uso de álcool, tabaco e outras substâncias (ASSIST- OMS). Os dados foram armazenados no programa Microsoft Excel versão 2016 e, para avaliar possíveis associações entre categorias, foram utilizados testes de Quiquadrado. Observou que, das nove classes de drogas, as mais utilizadas foram: bebidas alcoólicas, maconha e tabaco, seguidas de inalantes e cocaína/crack. A prevalência de severidade com indicação de intervenção breve para bebida alcoólica foi a seguinte para as escolas: A (23,5%), B (12,4%), C (13,4%) e D (15,4%). Já para a maconha, tem-se: A (14,6%), B (3%), C (7,1%) e D (6,7%). Neste cenário, a escola A demonstra preocupação em relação às outras por apresentar maior severidade para bebida alcoólica e maconha, com necessidade de intervenção breve. Percebe-se que são imprescindíveis estudos que compreendam o contexto em que os estudantes estejam inseridos e que as ações interventivas não foquem nas drogas em si, mas no adolescente/jovem e suas necessidades, o que se torna um desafio central para as políticas intersetoriais articuladas pela saúde e educação, junto à família.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9784 Sentir-se seguro e amado na escola: gentle teaching em contexto educativo 2021-03-25T15:37:12+00:00 Cátia Mariana Martins exemplo@ucp.pt Raquel Tavares Marques exemplo@ucp.pt Mariana Linharelhos exemplo@ucp.pt Isabel Catarina Martins exemplo@ucp.pt <p>O Gentle Teaching é um modelo de intervenção relacional centrado na construção de relacionamentos seguros e vinculativos. Desde a sua criação por McGee, nos anos 80, tem vindo a ser implementado, de forma particular, com pessoas em situação de vulnerabilidade ou desvantagem. O modo como nos relacionamos com as pessoas com dificuldades intelectuais, problemas de saúde mental ou comportamentos desafiantes sempre causou preocupação. Sendo o ambiente educacional cada vez mais inclusivo e promotor da diversidade, esta inquietação tem-se alargado aos contextos de aprendizagem escolar, criando a necessidade de explorar ferramentas educacionais que permitam aos agentes educativos responder a todos os alunos. Os bons resultados do Gentle Teaching, aplicado a diversos contextos, sugere o seu potencial e adequação a ambientes educacionais, através da criação de relações de vinculação, promotoras de afeto e segurança. Este artigo expõe o conceito Gentle Teaching, o seu percurso histórico, os pilares do modelo de intervenção, estratégias e técnicas de apoio e abordagens na gestão do comportamento disruptivo, em oposição a paradigmas mais tradicionais. O Gentle Teaching, como abordagem não aversiva na relação, poderá ser uma resposta no apoio a crianças que apresentem dificuldades na aprendizagem e comportamento, de forma alinhada com as orientações legais para a proteção dos direitos da criança que desaprovam formas de punição, física ou mental. Este modelo relacional de interação positiva entre o aluno e o educador, como base da aprendizagem, promove relações significativas e pode ser uma via de valorização do potencial de cada um, dentro do contexto escolar.</p> 2021-03-03T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9788 As principais tipologias estratégicas: uma revisão da literatura 2021-03-25T15:37:09+00:00 António José Oliveira exemplo@ucp.pt António Mendes Ferreira exemplo@ucp.pt <p>As organizações têm passado por situações complexas e críticas, o que dificulta a criação e manutenção de vantagem competitiva sustentável, num ambiente de negócios turbulento, tornando o futuro imprevisível e instável. A globalização modificou o modo como os negócios são analisados e orientados. O seu impacto é amplo e abrangente, levando a uma análise e reflexão das atuais abordagens de negócios e respetivas práticas.</p> 2021-03-09T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10029 Compreender a influência da certificação pela ISO 9001 no desempenho das PME: dois estudos de caso portugueses 2021-05-18T15:51:15+00:00 Luís Mendes exemplo@ucp.pt António Ferreira exemplo@ucp.pt Luís Lourenço exemplo@ucp.pt <p>Considerando a importância das pequenas e médias empresas na economia e que a maioria dos sistemas de gestão da qualidade (SGQ) implantados nas PME se baseiam nos requisitos da norma ISO 9001, com este trabalho pretende-se estudar a influência da ISO 9001 no desempenho das PME. Os dados foram recolhidos através de entrevistas realizadas em duas PME. O estudo mostrou que a implementação de um SGQ baseado na ISO 9001 tem efeitos distintos no desempenho das PME estudadas. Enquanto a implementação desse SGQ melhorou significativamente o desempenho em uma das empresas, na outra, as poucas mudanças trazidas pela certificação foram em termos de imagem externa e organização da documentação e não podem ser consideradas como tendo influenciado significativamente o desempenho.</p> 2021-05-18T12:33:03+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10030 As pequenas e médias empresas e o desafio da inovação aberta 2021-05-18T15:51:10+00:00 Ana Isabel Pereira da Inês exemplo@ucp.pt Patrícia Maria Pereira Pires exemplo@ucp.pt Mariana Pinho Leite exemplo@ucp.pt António Carrizo Moreira exemplo@ucp.pt <p>As mudanças tecnológicas e de mercado, encetadas por um processo de globalização crescente têm criado uma necessidade nas pequenas e médias empresas (PME) nunca antes sentida: a de concorrerem em mercados mais alargados de forma bem-sucedida. Para tal, as PME terão de se manter competitivas no mercado, adotando práticas que lhes permitem obter conhecimento e recursos que, em conjunto com as suas tecnologias, as diferenciem das restantes. Assim, a inovação aberta é um caminho interessante para todas as PME que procuram complementar os seus recursos e conhecimento internos através de relacionamentos interorganizacionais. Surge então o conceito de inovação aberta, através do qual empresas interagem com o exterior, alterando o paradigma clássico de inovação fechada. Assim, através deste estudo bibliográfico, baseado na análise de 15 artigos sobre inovação aberta em PME foi possível identificar as diferentes estratégias, perspetivas e impacto da inovação aberta nas PME.&nbsp; Claramente, a limitação de recursos tornam as PME mais propícias a interagir com o exterior, de forma a obter novos conhecimento e recursos para alavancarem as suas vantagens competitivas. Foi possível concluir que as PME recorrem fortemente a práticas de inovação aberta, uma vez que, dada a sua dimensão reduzida, não possuem todos os recursos e conhecimento necessários. Os resultados desta análise demonstram ainda que existem fatores internos e externos que influenciam a adoção destas práticas, destacando-se também o papel dos CEO e a importância das redes sociais para aceder a conhecimento criado fora das fronteiras da empresa.</p> 2021-05-18T12:42:11+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10031 Comprometimento organizacional: perspetivas atuais e tendências futuras 2021-05-18T15:51:07+00:00 Karina Ferreira Cunha exemplo@ucp.pt Célia Ribeiro exemplo@ucp.pt Paulo Ribeiro exemplo@ucp.pt <p>O comprometimento organizacional está entre os temas mais estudados nas últimas décadas. Parte do interesse pelo tema justifica-se pelas constantes mudanças ocorridas no ambiente de trabalho. Assim, o construto do comprometimento organizacional insere-se na longa tradição dos estudos que procuram identificar e compreender os fatores pessoais que determinam o comportamento humano. Este artigo pretende mostrar a evolução dos estudos sobre o tema até os dias atuais, a partir de um percurso histórico do desenvolvimento teórico e empírico do construto comprometimento, com ênfase, em especial, ao modelo Tridimensional de Meyer e Allen (1991), seguido pelas críticas ao desenvolvimento do conceito, os estudos atuais e perspetivas futuras da investigação.</p> 2021-05-18T12:46:28+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10032 Capital intelectual: revisão de literatura 2021-05-18T15:51:04+00:00 Sílvia Sousa exemplo@ucp.pt António Ferreira exemplo@ucp.pt <p>O mundo empresarial e as organizações debatem-se, constantemente, com mudanças e novos desafios aos mais diversos níveis, exigindo uma capacidade de adaptação e supremacia às frequentes vicissitudes. O conhecimento é, hoje, reconhecido pelas organizações como um recurso de caráter intangível que, combinado com outros recursos da organização, cria e desenvolve novas capacidades, permitindo às empresas adquirirem vantagem competitiva e melhorarem o seu desempenho organizacional.</p> 2021-05-18T12:50:58+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10033 Responsabilidade social das organizações: uma revisão aos principais modelos 2021-05-18T15:51:02+00:00 Sandrina Sobral exemplo@ucp.pt Clotilde Passos exemplo@ucp.pt Célia Ribeiro exemplo@ucp.pt <p>A Responsabilidade Social das Organizações (RSO) é encarada como um dos temas de investigação do século vigente, apresentando-se com uma extensa e diversa evolução concetual, ao incluir novos constructos e dimensões, explicada pela crescente valorização e interesse da sociedade pela temática. Começou a ser estudada desde a segunda metade do século XX e o seu desenvolvimento gerou várias modelos e teorias. Nesse sentido, objetivou-se analisar os modelos de RSO, evidenciando a sua influência nas diferentes fases do conceito, recorrendo a uma metodologia qualitativa. Foram apresentados e analisados criticamente dez modelos, particularmente: teoria e modelo dos stakeholders; modelo piramidal de Carroll (1979); modelo bidimensional de Quazi e O’Brien (2000); modelo dos três domínios de Schwartz e Carroll (2003); modelo de mapeamento do território de Garriga e Melé (2004); modelo de 3C-SR de Meehan, Meehan e Richards (2006); modelo integrativo de Porter e Cramer (2006); modelo das três abordagens chave de Windsor (2006); modelo de VBA de Schwartz e Carroll (2008) e o modelo dos compromissos sociais de Almeida (2010). Em resultado, destaca-se a importância e a forte integração dos stakeholders na RSO, sendo um conceito transversal às diversas teorias revisadas.</p> 2021-05-18T12:55:58+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10034 Fatores de sucesso no contexto das PME: um estudo empírico realizado em Portugal 2021-05-18T15:50:59+00:00 Mário Franco exemplo@ucp.pt António Ferreira exemplo@ucp.pt <p>As PME são consideradas importantes para o crescimento e estabilidade das economias, pois contribuem para a criação de emprego, para o crescimento do Produto Interno Bruto nacional e para as receitas fiscais. Torna-se, por isso, essencial determinar quais os fatores que contribuem para o sucesso destas. Após realizada uma revisão de literatura sobre o tema, é visível que não existe um consenso sobre quais os fatores que levam ao sucesso das PME. Deste modo, efetuou-se um estudo empírico com base num questionário aplicado a uma amostra de PME de excelência portuguesas. Os resultados obtidos revelaram os fatores que menos contribuem para o sucesso das PME: (1) habilitações académicas, (2) o género do(s) fundador(es) e (3) orientação exportadora. De facto, as PME têm consciência que o seu sucesso passa sobretudo por manter uma boa relação com os clientes e pela qualidade dos seus produtos e/ou serviços. Algumas implicações para a prática empresarial são também sugeridas.</p> 2021-05-18T13:00:16+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10035 Aplicativos para promoção da saúde mental no contexto da pandemia de Covid-19: uma revisão integrativa 2021-05-18T15:50:56+00:00 Eliany Nazaré Oliveira exemplo@ucp.pt Emília do Nascimento Silva exemplo@ucp.pt Caio San Rodrigues exemplo@ucp.pt Francisca Verônica Dias Melo exemplo@ucp.pt Magda Mileyde de Sousa Lima exemplo@ucp.pt Paulo César de Almeida exemplo@ucp.pt <p>O objetivo foi identificar evidências científicas sobre o desenvolvimento de aplicativos móveis construídos para promoção da saúde mental no contexto da pandemia de COVID-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica realizada nas bases de dados Medline, Web of Science e Lilacs, e na biblioteca Cochrane com a seguinte questão norteadora: quais as evidências científicas sobre o desenvolvimento de aplicativos móveis construídos para promoção da saúde mental no contexto da pandemia de COVID-19? Encontrou-se um total de 194 estudos, dos quais excluíram-se 181 por não tratarem da temática e nove por não responder à questão norteadora, neste cenário de busca foram identificados quatro artigos. Os achados demostram a existência de aplicativos na área da saúde mental abordando as temáticas depressão, ansiedade, estresse psicológico, síndrome de burnout, ideação suicida e sofrimento psicológico, bem como, a ausência de publicações científicas sobre os aplicativos já disponibilizados nas plataformas digitais.</p> 2021-05-18T13:07:15+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10036 Perceções de avaliadores e avaliados sobre o atual modelo de ADD: conhecer para compreender e (re)agir 2021-05-18T15:51:17+00:00 Paula Arnaud exemplo@ucp.pt Célia Ribeiro exemplo@ucp.pt <p>No âmbito da atual gramática escolar, a supervisão pedagógica surge como uma estratégia de promoção do desenvolvimento organizacional e profissional, pelo que deverá ser percecionada como uma metodologia de trabalho que incentiva à (auto)crítica, desocultação de constrangimentos e (re)construção da profissionalidade docente. No entanto, no contexto da Avaliação de Desempenho Docente (ADD), a vertente supervisiva parece estar desvalorizada, não existindo consenso relativamente aos seus contributos para a construção do saber e para a melhoria do desempenho dos professores. A ADD tem-se constituído como uma prática social complexa, desgastante e, por vezes, com repercussões no ambiente interno das escolas. Consideramos que não deve ser entendida como uma ameaça e um constrangimento para os professores, mas antes ser encarada como um desafio e uma oportunidade, desencadeando processos supervisivos-avaliativos com reflexos na prática docente e preditores da aprendizagem e sucesso educativo de todos os alunos. Preocupados com os desafios e dilemas que integram esta problemática da supervisão pedagógica em contexto de ADD e tendo como objetivo geral analisar a perceção de avaliadores (internos e externos) e avaliados sobre o contributo das práticas de supervisão pedagógica para o desenvolvimento profissional em contexto de ADD, realizámos uma investigação de tipologia descritiva e quantitativa, onde foi aplicado um questionário, construído para o efeito, a 321 docentes da educação pré-escolar ao ensino secundário. Constatou-se que a supervisão pedagógica, a ADD e a observação de aulas não se desenvolveram de acordo com os referenciais teóricos, prevalecendo uma lógica mais sumativa e classificativa em detrimento da lógica formativa, de reflexão e apoio. Os professores consideram que o atual modelo de ADD está muito aquém do que era desejado no tocante ao seu contributo para a melhoria do desempenho e desenvolvimento profissional. Referem, no entanto, que a observação de aulas é pertinente e necessária, devendo estar inserida num projeto global de Escola para a melhoria e incluir o ciclo de supervisão pedagógica com vista a promover o trabalho colaborativo entre avaliador-avaliado, bem como privilegiar práticas de supervisão pedagógica, autoavaliação e autorreflexão sobre a prática.</p> 2021-05-18T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10037 A escola em nossa casa: o envolvimento parental no ensino a distância 2021-05-18T15:50:54+00:00 Carolina Rebelo Rodrigues exemplo@ucp.pt Inês Marques Correia exemplo@ucp.pt Isabel Catarina Martins exemplo@ucp.pt <p>A família e a escola têm um papel fundamental na vida de qualquer aluno. Apesar das transformações que têm sofrido, família e Escola são instituições fundamentais no crescimento físico, social, emocional e intelectual dos alunos. Neste sentido, devem afirmar-se como aliados na criação das condições necessárias para os alunos. O envolvimento dos pais na escola, é essencial e nem sempre fácil, mas gera resultados muito positivos, elimina obstáculos, contribui para o bom desempenho, organização e sucesso escolar. Atualmente, devido à situação mundial criada pelo covid-19, o sistema educativo viu-se obrigado a implementar novos métodos. O ensino a distância exige que as famílias estejam mais próximas do processo escolar dos alunos. De uma forma geral, ainda existem divergências acerca dos resultados desta modalidade de ensino. Nestes novos tempos para a sociedade em geral e para os estudantes, de forma particular, as famílias não podem ser esquecidas no seu papel de educadores. É importante considerar os diferentes recursos das famílias para acompanhar este processo, bem como prestar uma atenção especial à saúde mental dos pais. Estes, deverão ser apoiados também na gestão de novos papéis e no suporte emocional aos filhos em momentos de novidade e incerteza.</p> 2021-05-18T13:20:53+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revistas.ucp.pt:443/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/10038 O potencial da inteligência artificial para o desenvolvimento e competitividade das empresas: uma scoping review 2021-05-28T15:52:13+00:00 Beatriz Rodrigues exemplo@ucp.pt António Andrade exemplo@ucp.pt <p>É impossível que a significativa evolução que a IA sofreu ao longo dos últimos anos passe, atualmente, despercebida. Esta tecnologia está não só a impactar, por vezes silenciosamente, o dia a dia de toda a população como também o mundo dos negócios, conduzindo a novas maneiras de realizar cada função e até a fazer emergir novas profissões. O presente estudo procura esclarecer quais são, atualmente, as principais aplicações de IA para os negócios, quais as implicações que esta utilização provoca e quais os benefícios que as empresas podem esperar ao longo dos próximos anos caso comecem a implementar sistemas inteligentes nas suas mais diversas áreas. Por meio de uma revisão de literatura que adotou a abordagem scoping review, procurou-se identificar, na literatura publicada, qual o potencial da IA para o desenvolvimento e competitividade das empresas, identificando e agrupando, de forma clara e rigorosa, as principais vantagens e implicações do uso de IA na gestão. A IA revela-se, atualmente, uma tecnologia capaz de elevar as organizações a um novo patamar, tornando-as mais competitivas no mercado e possibilitando a criação de valor, seja pela sua capacidade de auxiliar os colaboradores, permitindo aumentos de produtividade, pela melhoria na experiência do consumidor ou até na previsão e resolução de problemas. No entanto, para poder tirar partido de todas as potencialidades que a IA tem para oferecer é preciso, por parte das empresas, uma boa estratégia de adaptação e, sobretudo, uma grande capacidade para auxiliar os seus colaboradores ao longo de todo o processo, uma vez que implementar IA vai, inerentemente, provocar não só mudanças no tipo de funções e trabalhos, mas também nas competências necessárias para cada função. Não esquecendo a grande incerteza social face à perspetiva de diminuição de postos de trabalho.</p> 2021-05-28T11:08:58+00:00 ##submission.copyrightStatement##