Caso ESCO turismo | projetos integradores & internacionais formar profissionais e cidadãos, melhorar o acesso às oportunidades de aprendizagem e fomentar o gosto pelo saber fora dos muros da escola

Main Article Content

Luísa Orvalho
Júlia Alfaiate
Marta Garcia de Matos

Resumo

Há um desajuste cada vez maior entre os modos tradicionais de ensinar na escola e os desafios complexos, incertos, exigentes e imprevisíveis da sociedade contemporânea. São necessários profissionais do ensino comprometidos e competentes para provocar, acompanhar, estimular e orientar a aprendizagem de todos e de cada um dos cidadãos ao longo da sua vida (Pérez Goméz, 2010). Para além de saber a matéria a ensinar, o profissional do ensino tem como competências: saber, função, poder e reflexividade (Roldão, 2009, pp. 46-48) ; e como características: ter paixão pelo ensino (Day, 2004) ), gostar de ajudar a aprender, saber como os alunos de hoje aprendem e como gostam de aprender (Michel Serres, 2012) na atual sociedade da Indústria 4.0 (Schwab, 2017), reconhecer as suas múltiplas inteligências (Gardner,1983), saber incorporar nas práticas pedagógicas recursos educativos e ferramentas digitais diversificados (Khan Academy – https://pt-pt.khanacademy.org/-, jogos didáticos, Kahoot!, ClassDojo, Quizizz…), construir ações estratégicas de ensino diferenciadas e contextualizadas nas aprendizagens essenciais (AE, 2018) e alinhadas com os descritores das áreas de competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PA, 2017), organizar novos espaços e tempos, avaliar os processos e não só os produtos, dar o feedback imediato e inteligente, motivar e acompanhar todos e, em especial, aqueles que não querem aprender, de forma inclusiva. Este artigo apresenta um testemunho vivenciado e contextualizado de como a ESCOEscola de Serviços e Comércio do Oeste, em Torres Vedras, Portugal, trabalha por Projetos Integradores, potenciando as experiências de interculturalidade e de mobilidade internacional de alunos e professores, em especial, nestes dois últimos anos, com a Holanda e França.

Palavras-chave: Projetos integradores, Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL), Competências interculturais, Mobilidade internacional

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ANQEP (2018). Para a Construção de Aprendizagens Essenciais Baseadas no Perfil dos Alunos: Currículo do Ensino Secundário – Cursos Profissionais e Cursos Artísticos Especializados (2018). Disponível em http://www.anqep.gov.pt/default.aspx. [consultado em 16 de março de 2020].

Azevedo, J. (2019). Políticas públicas: uma arte de promover o bem comum – O caso das escolas profissionais e do ensino profissional (pp. 316_325). In CNE, Estado da Educação 2018. Lisboa: Autor. Disponível em http://www.cnedu.pt/content/edicoes/estado_da_educacao/Estado_da_Educacao2018_web_26nov2019.pdf. [consultado em 16 de março de 2020 ].

Azevedo, J. (2020). Os quatro “segredos” do ensino profissional. Porto: Porto Editora Educare.pt. Disponível em https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=159086&langid=1 [consultado em 16 de março de 2020].

Boterf, G. L. (2005). Construire les compétences individuelles et collectives : Les réponses à 80 questions. Paris. Éditions D’Organisation. (Tradução:Construir as competências individuais e coletivas resposta a 80 questões. Tradutora Maria Dolores Garrido). Porto: Edições Asa.

CNE (2018). Parecer n.º 11/2018 sobre o Currículo dos Ensinos Básico e Secundário. Lisboa: CNE.

Day, C. (2004). A Paixão pelo Ensino. Porto: Porto Editora.

Gardner, H. (1995). Inteligências Múltiplas: A teoria na prática. Porto Alegre: Artmed.

Oliveira Martins, G. d’, et al. (2017). Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Lisboa: Ministério da Educação/Direção-Geral de Educação.

Pérez Goméz, A. (2010). Aprender a Educar. Nuevos desafíos para a formación de docentes. Revista Interuniversitaria de Formación del Profesorado, 68 (24, 2) 37-60. https://doi.org/10.6018/reifop.16.2.180781

Roldão, M. C. (2010). Estratégias de Ensino. O saber e o agir do professor. Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.

Schleicher, A. (2016). As escolas portuguesas ainda não fizeram a transição do ensino do século XX para o século XXI. Expresso, 30 de abril.

Serres, M. (2012). Petite Poucette. Amazon: Le Pommier.